
Cronograma bonito no papel e inútil em campo é o padrão do setor. O que separa um do outro é o nível de detalhe: nem tão fino que ninguém atualiza, nem tão grosso que não mede nada.
1. EAP no nível certo
Estruture a EAP por frente e pavimento, não por atividade elementar. Um pacote de trabalho deve durar entre uma e três semanas — abaixo disso, o custo de controle supera o benefício.
2. Duração por produtividade, não por desejo
Cada pacote recebe duração calculada a partir de índice de produtividade e efetivo disponível. Se a data exigida pelo contratante não fecha, o que muda é efetivo ou escopo — nunca o índice.
3. Curva S e desembolso
Distribua o custo de cada pacote ao longo da sua duração e some. A curva resultante é a base do fluxo de caixa da obra e do cronograma de desembolso do contratante.
4. Medição amarrada ao físico
A medição quinzenal deve reportar percentual concluído por pacote com evidência: foto, checklist e diário. Avanço financeiro sem avanço físico correspondente é adiantamento, não medição.
Quer aplicar isso na sua obra com uma equipe que documenta cada etapa?
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