Blog

Tutorial · 12 mai 2026 · 8 min de leitura

Tutorial: montar um cronograma físico-financeiro que sobrevive à obra

EAP enxuta, curva S realista e medição quinzenal amarrada ao avanço físico. O passo a passo que usamos com incorporadoras.

Tutorial: montar um cronograma físico-financeiro que sobrevive à obra

Cronograma bonito no papel e inútil em campo é o padrão do setor. O que separa um do outro é o nível de detalhe: nem tão fino que ninguém atualiza, nem tão grosso que não mede nada.

1. EAP no nível certo

Estruture a EAP por frente e pavimento, não por atividade elementar. Um pacote de trabalho deve durar entre uma e três semanas — abaixo disso, o custo de controle supera o benefício.

2. Duração por produtividade, não por desejo

Cada pacote recebe duração calculada a partir de índice de produtividade e efetivo disponível. Se a data exigida pelo contratante não fecha, o que muda é efetivo ou escopo — nunca o índice.

3. Curva S e desembolso

Distribua o custo de cada pacote ao longo da sua duração e some. A curva resultante é a base do fluxo de caixa da obra e do cronograma de desembolso do contratante.

4. Medição amarrada ao físico

A medição quinzenal deve reportar percentual concluído por pacote com evidência: foto, checklist e diário. Avanço financeiro sem avanço físico correspondente é adiantamento, não medição.

Quer aplicar isso na sua obra com uma equipe que documenta cada etapa?

Solicitar proposta